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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Evolução de Enfermagem na Maternidade

Antes de ser mãe, eu fazia e comia
os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas,
tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe,
eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e
nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então,
eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe,
ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe,
eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,
e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe,eu nunca tive que
segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes
ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos
olhos que choravam.

Nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas
olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança,
só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar,
quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina,
pudesse mudar tanto a minha vida e
que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação,
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe
entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino,
pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei
à noite toda , cada 10 minutos, para me
certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor,
a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter
sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil
e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

Autor: (Silvia Schmidt)



Não dá pra falar de pediatria sem falar de maternidade...
Um dos momentos mais importantes da vida de uma mulher, momento pela qual ela dará a luz, uma vida...
Já que havia postado uma evolução de pediatria, achei interessante colocar um exemplo de maternidade, pois também é diferente de qualquer outra clínica...



Segue o exemplo da evolução...

RELATÓRIO DE ENFERMAGEM - MATERNIDADE - PUÉRPERAS

Puérpera (colocar se é imediato, tardio ou remoto), consciente, orientada, respondendo as solicitações verbais, deambulando, eupneica, sem queixas (hemodinamicamente estável, hipocorada, hidratada, afebril, mamas secretantes com presença de colostro. se houver cicatriz cirúrgica descrever, sem sinais flogisticos. MMSS e MMII livres de edema, AVP salinizado em MSD sem sinais flogísticos e sem escoriações. Aceitou o desejujum, loquiação fisiológica normal e de coloração rósea. Eliminação fisiológica intestinal ausente e diurese presente no momento (SIC), Segue sob cuidados e observações da Equipe de Enfermagem. (Assina o seu nome).


Espero que tenham gostado....

Beijos,
Enfª.: Priscila Domingues Craveiro

terça-feira, 13 de julho de 2010

Circuncisão Feminina

Hoje pela manhã, como de costume, passei o olho nas notícias do dia e algo me chamou a atenção... Dizia assim: As histórias são parecidas: sem aviso, as meninas são levadas pelas mães a um local ermo, onde encontram uma espécie de parteira que as espera com uma navalha. Sem qualquer anestesia ou assepsia, a mulher abre as pernas das garotas - muitas vezes, crianças de menos de dez anos - e corta a região genital, num procedimento que varia da retirada do clitóris ao corte dos grandes lábios e à infibulação (fechamento parcial do orifício genital).

Fiquei perplexa com a notícia e resolvi estudar sobre o assunto... Eis o resultado!

A circuncisão feminina é um ritual comum praticado em certos países africanos, especialmente na Costa do Marfim. É realizado por certos grupos étnicos e consiste em remover uma parte maior ou menor dos lábios – as dobras macias de pele ao redor da vagina – e o clítoris da mulher ou de uma menina. O clítoris corresponde ao pênis do homem.

Há quatro tipos de circuncisão feminina:

Primeiro grau – remoção da parte superior do clítoris – isto é semelhante à circuncisão masculina.

Segundo grau – remoção completa do clítoris e de parte dos pequenos lábios.

Terceiro grau – remoção completa do clítoris e dos pequenos e grandes lábios.

Quarto grau ou infibulação – isto consiste em suturar os dois lados da vulva após a remoção do clítoris e dos pequenos e grandes lábios. É deixado um orifício pequeno para a menstruação.

A partir do segundo grau, estamos falando em mutilação. Problemas graves de saúde podem ser causados pela excisão, especialmente durante o parto.

A idade da circuncisão varia de acordo com o grupo étnico. Pode ser desde os sete dias de idade até quando se dá à luz pela primeira vez. Geralmente são as mulheres mais velhas que se encarregam deste ritual. Usam objetos afiados como facas, lâminas de barbear ou certas plantas.

As razões para a circuncisão

Muitas razões são dadas. No entanto, o objetivo principal é manter a mulher em submissão ao homem. A circuncisão impede a mulher de desfrutar do sexo na sua totalidade e sendo assim, as mulheres têm uma vida sexual de completa resignação. São mais dóceis porque sentem menos prazer. Algumas pessoas dizem que as mulheres que não foram circuncidadas não podem conceber.

No caso da infibulação, é para garantir a fidelidade da mulher. Na verdade, cada vez que o marido sai em viagem ele realiza a infibulação e no seu retorno ele ‘rasga’ os pontos.

As complicações

Imediatas…

  • sangramento grave, às vezes resultando em morte
  • ferimentos causados a órgãos vizinhos como a uretra e reto
  • infecção devido à falta de higiene, sendo a mais séria o tétano.

Posteriores…

  • dores severas durante as relações sexuais
  • problemas sexuais, pois a mulher não sente desejo nem prazer
  • infecções vaginais repetidas
  • fístulas.

Riscos durante o parto

Nas mulheres circuncidadas, geralmente os médicos são forçados a fazer cortes grandes – episiotomias – durante o parto pois a abertura da vagina é tão reduzida em tamanho. Corre-se assim o risco de lesar o reto ou a uretra.


Hoje ainda existem mais de 26 países na África e Arábia que praticam algumas ou todas as formas de circuncisão feminina e mutilação genital. Sabe-se que hoje 100 milhões de mulheres passaram por este ritual.

Esta pratica é agonizante, dolorosa e extremamente perigosa. Muitas meninas morrem de hemorragia, muitas têm infecções crônicas que duram toda vida, como também muitos problemas com parto, no relacionamento conjugal e na menstruação.


"Desmaiei muitas vezes. É impossível descrever a dor que se sente", disse em entrevista ao G1 a hoje modelo e ativista contra a mutilação genital feminina, Waris Dirie, que nasceu num vilarejo da Somália e foi circuncidada aos cinco anos. Dirie se tornou modelo internacional e uma ferrenha ativista contra a circuncisão feminina. Sua história, contada no livro "Flor do deserto", virou filme com o mesmo nome - em cartaz em São Paulo. Aos 45 anos, ela é fundadora de uma organização que leva seu nome. Também luta contra a mutilação de suas seis sobrinhas e tenta refazer a cabeça da cunhada, que moram no deserto.

Nos EUA, essa prática é proibida e isso faz com que muitas meninas sejam enviadas de volta ao país de origem parar realizar a pratica. A última declaração da OMS contra a prática afirma que o trabalho junto às comunidades está tentando reverter o costume e tem obtido sucesso em algumas regiões, apesar da lenta taxa de redução.

Concordo com Dirie, é um crime contra o ser humano, às crianças que são indefesas, incapazes de escolher por elas mesmas. É difícil aceitar que a mulher tenha que sofrer e ser submissa ao homem a esse ponto, de se mutilar. Existem formas de se realizar o processo sem dor e sem problemas futuros, mas por que ainda tem que ser sofrido, violentado e traumático? Se for por questão religiosa, que Deus os perdoe...

FONTES:

http://tilz.tearfund.org/Portugues/Passo+a+Passo+21-30/Passo+a+Passo+24/Circuncis%C3%A3o+feminina+O+que+devemos+pensar.htm

http://www.familiamatioli.com.br/home/index.php?option=com_content&view=article&id=60:a-circuncisao-feminina-e-a-mutilacao-genital&catid=45:africa&Itemid=58

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/e-impossivel-descrever-dor-diz-modelo-sobre-circuncisao-feminina.html

http://www.waris-dirie-foundation.com/en/

http://www.hrw.org/en/reports/2010/06/16/they-took-me-and-told-me-nothing











Brindes